Número de mulheres protegidas por botão do pânico dobra em Minas Gerais
O número de mulheres protegidas por Unidades Portáteis de Rastreamento (UPRs), conhecidas como “botões do pânico”, dobrou em Minas Gerais entre agosto de 2025 e setembro de 2026, passando de 610 para 1.226 vítimas, um aumento de 100,98%. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e fazem parte de uma política de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
No último dia 30 de setembro, o estado contabilizava 2.950 pessoas acompanhadas por monitoramento eletrônico, sendo 1.724 agressores monitorados por tornozeleiras e 1.226 vítimas protegidas pelas unidades portáteis. Do total de mulheres atendidas, 762 estavam na Região Metropolitana de Belo Horizonte e 464 no interior, onde o crescimento proporcional foi de 36,87% em relação ao período inicial analisado.
A iniciativa envolve uma parceria entre o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a Defensoria Pública e órgãos estaduais para fortalecer a fiscalização das medidas protetivas. Os dispositivos alertam as vítimas sobre aproximações indevidas dos agressores e permitem acionar as forças de segurança. Segundo o Ministério Público, o acompanhamento contínuo dos dados é fundamental para avaliar a efetividade da política e aprimorar a proteção oferecida às mulheres.