A cidade de Juiz de Fora enfrenta uma das maiores tragédias climáticas de sua história. O temporal que atingiu o município na tarde desta segunda-feira (23) deixou 14 mortos, 440 pessoas desabrigadas e provocou destruição em diversos bairros. Na madrugada desta terça-feira (24), a Prefeitura decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas em todas as escolas municipais.
Entre os óbitos confirmados, quatro ocorreram na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK; outros quatro na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita; dois na Rua João Luís Alves, bairro Vila Ideal; e os demais espalhados por bairros como Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. A prefeita Margarida Salomão informou em vídeo que há ao menos 20 ocorrências de soterramento, e os sobreviventes estão sendo levados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), referência no município.
O Parque Burnier, um dos bairros mais afetados, concentra atualmente 17 desaparecidos, incluindo mais de cinco crianças. Nove pessoas foram resgatadas com vida. O Rio Paraibuna e diversos córregos transbordaram, bloqueando pontes e o mergulhão que ligam bairros ao Centro, e provocando queda de árvores e deslizamentos. Segundo a Prefeitura, fevereiro é o mês mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado.
As equipes de resgate, coordenadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil, atenderam mais de 40 ocorrências emergenciais durante a madrugada, incluindo moradores ilhados, casas atingidas por deslizamentos e veículos arrastados pela enxurrada. Entre os atendimentos registrados estão casos de idosos e crianças presos em residências, casas desabando sobre moradores e soterramentos em diversos bairros, como Granja Três Moinhos, Leonora Goretti, Grajaú, Eldorado e Maria Florice dos Santos.
A Prefeitura segue mobilizada no atendimento às ocorrências e no suporte às famílias atingidas, em articulação com Defesa Civil Estadual e Corpo de Bombeiros. Uma nova atualização dos dados está prevista para a manhã desta terça-feira.
Com informações de G1
Imagem: G1