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Barbacena registra taxa de homicídios abaixo da média nacional, aponta Atlas da Violência 2026

Barbacena registra taxa de homicídios abaixo da média nacional, aponta Atlas da Violência 2026

O relatório do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26), aponta que Barbacena apresentou, em 2024, uma taxa estimada de 12,3 homicídios por 100 mil habitantes, ficando abaixo da média nacional, que foi de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. Segundo os dados do estudo, o município contabilizou 13 homicídios oficialmente registrados, além de três homicídios ocultos estimados, totalizando 16 homicídios estimados no ano.

O levantamento coloca Barbacena em uma situação relativamente melhor quando comparada a diversas cidades médias brasileiras e até mesmo a outros municípios mineiros. Enquanto Barbacena registrou taxa de 12,3, cidades como Ubá tiveram 34,5 homicídios por 100 mil habitantes, Vespasiano 32,2 e Ibirité 31,9. Já municípios próximos do perfil de Barbacena apresentaram números inferiores, como Juiz de Fora (8,7), Divinópolis (8,3), Lavras (3,6) e Ituiutaba (4,7).

O Atlas também mostra que Minas Gerais permaneceu entre os estados menos violentos do Brasil em 2024, com taxa oficial de 12,8 homicídios por 100 mil habitantes, atrás apenas de estados como São Paulo e Santa Catarina. No entanto, o estudo faz um alerta importante: quando considerados os chamados “homicídios ocultos” — mortes violentas inicialmente classificadas sem causa definida — a taxa estimada de Minas sobe para 18,5 homicídios por 100 mil habitantes, revelando possível subnotificação nos dados oficiais.

Outro ponto relevante do documento é que municípios de médio porte, faixa em que Barbacena se encaixa, apresentaram média nacional de 24,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2024. Isso significa que Barbacena ficou praticamente com metade da média nacional entre cidades do mesmo porte populacional.

O Atlas conclui que a violência letal no Brasil segue extremamente desigual entre regiões e municípios. Apesar da redução histórica nos homicídios oficiais, especialistas alertam que o aumento dos homicídios ocultos e das mortes violentas sem causa definida exige cautela na interpretação dos números.

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