A Escola Estadual Adelaide Bias Fortes, em Barbacena (MG), realizou nesta quarta-feira, 9 de julho, uma assembleia com a comunidade escolar para decidir sobre a adesão ao Programa das Escolas Cívico-Militares. Após a votação, a proposta foi rejeitada por 122 votos contra e 105 a favor.
A vice-diretora Cláudia Regina destacou que o processo foi conduzido com total transparência. “A decisão foi dos pais, após apresentação de informações repassadas pela Secretaria de Educação. Todos puderam se manifestar. Nosso compromisso é com uma gestão democrática”, afirmou.
A proposta previa a presença de militares atuando na organização da escola, em apoio à equipe gestora. No Adelaide, seriam de quatro a seis militares por turno.
Além do Adelaide, outras duas escolas de Barbacena também participam do processo. A assembleia da Escola Amílcar Savassi ocorre hoje (10), e a da Escola Estadual Professor Soares Ferreira será nesta sexta-feira (11).
Durante a discussão, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) distribuiu materiais criticando o modelo cívico-militar e defendendo alternativas como mais investimentos em educação, valorização dos profissionais e gestão democrática.