No primeiro trimestre de 2026, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos, segundo dados do Ministério das Mulheres. No período, foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 263.889 atendimentos e 37.139 denúncias.
Ainda segundo as estimativas, entre os registros em que a raça/cor da vítima foi declarada, observa-se que mulheres negras correspondem a 43.16% das denúncias de violência. Do total, mulheres pardas somam 51.907 (33,46%) denúncias e as mulheres pretas formalizaram 15.046 denúncias (9,70%). As mulheres brancas correspondem a 32,54% das denúncias, com o total de 50.474 registros. Já as mulheres amarelas aparecem em 807 registros (0,52%) e as indígenas em 488 ocorrências (0,31%). Em outros 36.389 casos (23,45%), não houve declaração de raça/cor.
Dentro do mesmo tema, o descumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha segue como um dos principais desafios no combate à violência contra a mulher em Minas Gerais. Dados da Polícia Civil apontam que, somente em Belo Horizonte, foram registradas cerca de 2.100 prisões em 2025 por esse tipo de crime. Em todo o estado, o número chega a 11.608 detenções, revelando a recorrência de casos em que agressores ignoram determinações judiciais e continuam a ameaçar ou atacar suas vítimas.
Atualmente, Minas Gerais conta com 1.955 tornozeleiras eletrônicas ativas ligadas a medidas protetivas, sendo 1.204 agressores monitorados e 751 vítimas utilizando dispositivos de alerta. Na região do Campo das Vertentes, de acordo com levantamento do jornalismo da 93 Fm junto à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), atualmente são oito agressores monitorados com tornozeleira e duas vítimas com UPR vinculadas, que é um dispositivo de alerta. Dentro desta distribuição são quatro agressores monitorados na Comarca de Barbacena; dois em São João del-Rei; dois em Lavras e um em Resende Costa.