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Médico barbacenense é destaque na Folha de São Paulo

Médico barbacenense é destaque na Folha de São Paulo

O médico nefrologista e intensivista, André Luiz Pimentel foi destaque na publicação da última quinta-feira (13) do jornal A Folha de São Paulo. Em entrevista à jornalista Claúdia Colucci, Pimentel destacou o cenário das doenças renais do Brasil e os gargalos nas filas da diálise. De acordo com o artigo, o número de brasileiros em tratamento por diálise cresceu 9,2% em um ano, chegando a 170.868 pacientes em 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante divulgado no Dia Mundial do Rim. A estimativa é que cerca de 230 mil pessoas precisem do tratamento, o que indica que mais de 60 mil ainda não têm acesso à terapia.  

Pimentel destacou que a diabetes é a principal causa de insuficiência renal no país, responsável por 33,8% dos casos, seguida pela hipertensão, com 26,5%. O diagnóstico tardio é um dos maiores problemas, já que a doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitos pacientes descubram a doença apenas quando já precisam iniciar a diálise.  

O estudo também aponta falhas na atenção primária, dificuldades de controle dessas doenças crônicas e falta de acompanhamento adequado da função renal. Especialistas defendem ampliar o rastreamento de grupos de risco, como diabéticos, hipertensos e idosos, para retardar a progressão da doença.  

O artigo completo está disponível no instagram: @onefrologista  

Outro problema é a desigualdade regional no acesso ao tratamento. O Brasil tem 898 centros de diálise, concentrados principalmente no Sudeste, o que obriga alguns pacientes a percorrerem até 300 km várias vezes por semana para fazer o tratamento.  

A diálise é majoritariamente financiada pelo Sistema Único de Saúde, responsável por cerca de 90% dos atendimentos, com gasto anual aproximado de R$ 7 bilhões. Mesmo assim, o crescimento da doença tem sido mais rápido que o financiamento, pressionando clínicas e dificultando a expansão da oferta de tratamento.  

O médico ainda ressalta que o avanço da doença renal no Brasil está ligado ao diagnóstico tardio, ao controle insuficiente de diabetes e hipertensão e às desigualdades de acesso ao tratamento, evidenciando a necessidade de fortalecer a prevenção e a atenção básica de saúde.

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